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segunda-feira, 28 de junho de 2010

 ..:: Prato do Dia ::.


O inverno chegou. Preparem os cobertores e as luvas porque o frio promete! O que promete também é o 10º Festival de Inverno de Paranapiacaba. A vila histórica de Santo André vai receber nos dias 17, 18, 24 e 25 de julho, diversas atrações, dentre elas, nomes como Ed Motta, Fernanda Porto, Maria Rita, Zeca Baleiro, Zélia Duncan e a atração internacional de jazz New Orleans Jazz Band, além de apresentações de dança e teatro. O festival dará espaço também aos novos talentos da região, na sessão Revelações.

Veja o cardápio do festival e a localização:


*** dia 17/07 ***

11h00 - Coral de Santo André / Clube União Lyra-Serrano

12h30 - Juliana Lima / Clube União Lyra-Serrano

14h00 - Projeto B / Antigo Mercado

15h00 - Léo Maia / Campo de Futebol

14h30 - Lulina / Clube União Lyra-Serrano
17h00 - Dança Cigana / Clube União Lyra-Serrano

18h30 - Fernanda Porto / Antigo Mercado

19h30 - Ed Motta / Campo de Futebol


*** dia 18/07 ***

11h00 - Orquestra Sinfônica de Santo André / Clube União Lyra-Serrano

12h30 - Eder Palmieri / Clube União Lyra-Serrano

14h00 - Pedra Branca / Antigo Mercado

15h00 - Ana Cañas / Campo de Futebol

16h30 - Rafael Castro / Clube União Lyra-Serrano

18h30 - Igor Prado / Antigo Mercado

19h30 - Zeca Baleiro / Campo de Futebol


*** dia 24/07 ***

11h00 - Banda Lira de Santo André / Clube União Lyra-Serrano

12h30 - Roberta Tiepo / Clube União Lyra-Serrano

14h00 - Espetáculo Popo Vull / Clube União Lyra-Serrano

14h00 - Nô Stopa / Antigo Mercado

15h00 - Isabela Taviani / Campo de Futebol

16h30 - Tulipa Ruiz / Clube União Lyra-Serrano

18h30 - Virgínia Rosa / Antigo Mercado

19h30 - Zélia Duncan / Campo de Futebol


*** dia 25/07 ***
11h00 - New Orleans Jazz Band / Clube União
Lyra-Serrano
12h30 - Thais Helena / Clube União Lyra-Serrano
14h00 - Dança das Mulheres / Clube União Lyra-Serrano

14h00 - Projeto Nave / Antigo Mercado

15h00 - Bruna Caram / Campo de Futebol

16h30 - Banda Ladodalua / Clube União Lyra-Serrano
17h00 - Street Dance / Clube União Lyra-Serrano

18h30 - Irmandade do Blues / Antigo Mercado

19h30 - Maria Rita / Campo de Futebol

Endereços de onde acontecerão os eventos:


Clube União Lyra-Serrano

R. Antonio Olyntho, s/n, Paranapiacaba – Santo André.

Antigo Mercado da Vila

R. Campos Sales, s/n, Paranapiacaba – Santo André.


Campo de Futebol
Av. Fox, s/n, Paranapiacaba – Santo André.

sábado, 26 de junho de 2010

.:: Guardanapo ::..

Uma Grande Piada



Um dia pode mudar a vida de uma pessoa, transformando esse homem em insano e louco. “A Piada Mortal” mostra o passado do vilão mais enigmático das histórias em quadrinhos, o Coringa.


Escrita brilhantemente por Alan Moore, desenhos magistrais de Brian Bolland e cores fortes de John Higgins, “A Piada Mortal”, junto com “O Cavaleiro Das Trevas” é um marco nos quadrinhos na década de 80, inspirou Tim Burton a fazer “Batman” em 1989 e também o Coringa feito por Heath Ledger em “O Cavaleiro Das Trevas”.


O interessante da obra é o roteiro de Alan Moore, que coloca tanto Batman quanto o Coringa no mesmo nível, questionando se os modos de Batman combater o crime são certos e o que leva um homem a loucura, em todas as dimensões. Moore humaniza o Coringa, aproxima ele do público e mostra o seu passado ,como ele virou o que conhecemos, já Batman é mostrado com realismo, um justiceiro cruel e impiedoso,o "Dirty Harry " de capa e máscara.Paralelamente somos apresentados a outra trama sobre o Comissário Gordon e sua filha Bárbara, que é violentada pelo Coringa e seus homens,mostrando que em um dia,um homem de juízo perfeito pode se tornar um louco também.


“A Piada Mortal” quebrou vários paradigmas nas histórias em quadrinhos, onde não há um herói, não há bom ou mal, todos os personagens em algum momento agem sem juízo.


Vale ressaltar os desenhos de Brian Bolland e as cores de John Higgins, criando uma atmosfera pesada e precisa para a história.


A Piada Mortal” ganhou todos os principais prêmios para HQs e se tornou uma obra obrigatória para quem gosta de quadrinhos. Experimente

..:: Café Expresso::..


Documentário sobre Maradona é lançando em DVD
Direção: Emir Kusturica

Gênero: Documetário
País: Espanha-França

Ano: 2008

Duração: 90 minutos

Distribuidora: Europa Fimes. Só para locação.




Maradona por Kusturica é um documentário biografico, sobre a vida do jogador de futebol argentino Diego Maradona.

Esse é o registro cinematografico feito pelo cineasta bosnio Emir Kusturica, está sendo lançando em DVD pela Europa em meio a Copa do Mundo na África do Sul.

Eu não assisti ainda (mas pretendo), entretanto fica a dica para ver assim que chegar ao Brasil, esse documentário que além retratar a triunfal passagem de Maradona como jogador e gênio dentro de campo, demonstra também como pensa o atual técnico da seleção argentina.

Kusturica, que como Maradona é críticos voraz de Geoge W. Bush, Margaret Thatcher, Ronald Reagan e do príncipe Charles.Também são amigos e concordam no que diz respeito à Hugo Cháves, Evo Marales, Fidel Castro e Che Guevara. Não é atoa que existe uma empatia tão grande um pelo outro.

O cineasta diz que não usou o filme para falar de si mesmo, porém se diz o Maradona do cinema. Ele como fã do eterno astro dos gramados, presenteia Maradona com essa obra sem insenção alguma, e que a ainda por cima valoriza o gênio que tem dificuldade humanas como qualquer um!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

..::Ressaca::..

Dia estranho no café do Bira!



Cheguei e vi pessoas com notebooks e celulares. Estranho o fato de ter pessoas ligadas à internet em um bar. Fiquei perplexo, mas nada foi pior quando vi Bira com um celular, mexendo desesperadamente e soltando altas gargalhadas.

Fui até o homem e perguntei o que estava fazendo. Sem muitas palavras, Bira me explicou sobre um microblog que esta fazendo sucesso no mundo inteiro.
Já tinha ouvido falar, mas nunca me interessei. O nome do site é Twitter. É um site de relacionamento, onde pessoas de todo o mundo trocam informações em 140 caracteres.Mas espere um pouco! 140 caracteres? É muito pouco. É, mais ou menos, o número de caracteres de uma mensagem de celular!

Pois é, amigos! A idéia do twitter saiu das mensagens de texto dos celulares que, antigamente, só poderiam ser escritas com 140 caracteres. Interessante, não?O Twitter hoje em dia é uma das redes sociais mais acessadas por brasileiros, que, atrás dos americanos, são o segundo povo mais twittero!

O mais curioso de tudo são os tipos de pessoas que freqüentam o site. Temos de tudo! Uns são intelectuais, formadores de opinião, que expõem suas idéias e críticas à sociedade. Também têm os tipos comerciais, afinal, o twitter é um ótimo meio de divulgação de empresas e produtos.

Alguns comentam sobre sua vida pessoal, o que irrita bastante certas pessoas.Para entender melhor esse processo, criei um twitter para mim!

Estou seguindo várias pessoas interessantes e tento postar diariamente sobre coisas interessantes. Mas, ao longo disso, percebi que o twitter também pode causar polêmicas.Na lista dos assuntos mais comentados do mundo encontra-se a frase “Cala a boca Galvão”, referindo-se ao locutor da Rede Globo Galvão Bueno. Pensando como um recém twittero, não me interesso em mandá-lo calar a boca, mas não se sabe o que passa na mente do povo que acessa o microblog, afinal, é uma variedade espantosa!

Outra coisa que me chamou a atenção no site é o tanto de celebridades que o habitam! Muitos sábios, músicos, artistas, comediantes etc.O que me deixou mais perplexo é a rapidez em que a informação é passada pelo twitter. Muito do que acontece no mundo sai primeiro no twitter por meio de grandes jornais, jornalistas ou até pessoas que estavam presentes no fato. É uma ferramenta maravilhosa que a cada dia conquista mais pessoas.


E eu, como qualquer outra pessoa antes de criá-lo, achei que esse site fosse inútil.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

..:: Jukebox ::.. (parte II)

Já ouviu algo que mistura ritmos latinos com o velho hardcore californiano? Ou rock progressivo com pitadas de dub e blues? Lançado em julho de 2009, o disco Mandala dos RX Bandits apresenta algo novo que só foi possível de acontecer após dez anos de caminhada e evolução musical.

Recheado de misturas rítmicas e singularidade que enriquecem a essência rock da banda, o álbum é composto por onze faixas de tempo consideravelmente longo e que, provavelmente, vão surpreender quem conhece um pouco de rock. A produção conta com vários elementos diferentes entre si, como instrumentos de sopro, teclado, sintetizador e trechos instrumentais. Os vocais são em inglês, mas, como o disco todo é uma surpresa, há partes cantadas no simpático espanhol.

De fato, não é um disco para ser ouvido rapidamente. Como as músicas não são curtas, é preciso que sejam ouvidas com calma e atenção, pois a totalidade da canção é que mostra a complexidade e o estilo do quarteto californiano. Já os chamaram de filhos do Bowie, devido à transformação que o grupo sofreu. Sofreu, não. Provocou! Embora com um estilo novo, algumas características dos norte-americanos foram preservadas, como as letras de cunho social e politizadas, além da agressividade das guitarras.

Canções como March Of The Caterpillar, White Lies e Mientiras La Veo Soñar são, com certeza, repletas de criatividade e psicodelia; e o que não fica atrás é o encarte do álbum, que traz aves tropicais totalmente coloridas em volta de uma bela mulher com os olhos tapados com a bandeira norte-americana. Vale a pena conferir!




..:: Jukebox ::..

Se perguntar a qualquer um o que uma banda recém-formada, com apenas três dias de ensaio, pode fazer numa apresentação ao vivo, essa pessoa, provavelmente, lhe dirá que não muita coisa. Mas não se for o caso de Time Lapse Consortium.

Criado em 2003 com a finalidade de ser um curto projeto musical e formado
por Mike Einziger (guitarra), Jose Pasillas (bateria), Ben Kenney (baixo), Neal Evans (órgão) e Suzie Katayama (arranjos de cordas), o grupo reproduz o melhor do funk e jazz, com influências dos anos 1950 e 1960. Na formação original não há vocal, somente o som instrumental e dançante, exceto na participação especial do vocalista Brandon Boyd, em A Certain Shade of Green e o acompanhamento dos metais e percussão.

A ideia da banda foi do excelente e criativo guitarrista Mike Einziger que,
segundo ele, "sempre quis pintar um quadro com muitas cores diferentes", se referindo às inúmeras possibilidades que uma banda com mais instrumentos oferece.

Depois de algumas apresentações em 2003, o projeto terminou e cada um dos
integrantes tocou seu rumo com seus projetos musicais primários. Mas o interessante disso tudo é que a banda-relâmpago continua a ganhar fãs e seu trabalho, mesmo que curto, ficou marcado e serve de parâmetro quando se fala em jazz, psicodelia e funk de qualidade.

Confira o que registrou a fama de Time Lapse Consortium.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

..:: Prato do Dia ::.. (parte II)


Maureen Bisilliat

O Museu de Arte Contemporânea (MAC) realiza mostra de arte feita durante a ditadura militar. O acervo conta com mais de 100 obras de 49 artistas, como Cybele Varela, José Roberto Aguilar, Antonio Henrique Amaral, Nelson Leirner e Mira Schendel.

Entitulada "Entre Atos 1964/68", a exposição tem como objetivo resgatar e mapear as obras produzidas durante o período de repressão. A apresentação é gratuita e vai até o dia primeiro de agosto.

Onde? MAC - USP/R. da Reitoria, 160 - Cidade Universitária.
Tel: (11) 3091-3039.

Quando? Até 01/08.

* Terças, quartas, quintas, sextas e sábados, das 10h às 18h.
* Sábados e domingos, das 10h às 16h.

Quanto? Na faixa!

..:: Prato do Dia ::..

Aproveitando a deixa cinematográfica do ilustríssimo Gabriel:
Já assistiu ao filme "O Pianista"? Aquele que teve 7 indicações ao Oscar e que levou 3 estatuetas! Embora tenha nome de vodka de quinta, Polanski é cineasta de primeira! Além de ter produzido "O Pianista"(2002), produziu filmes como "Tess"(1979), "Chinatown" (1974) e "Rosemary´s Baby"(1968), todos premiados com o Oscar.
Roman Rajmund Polánski nasceu em agosto de 1933, em Paris, e no alto de seus 76 anos, escreveu uma trajétória fantástica na sua atividade.

Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre a vida desse fantástico cineasta, a Cinemateca faz uma exposição sobre suas obras. Com stills dos filmes, cartazes e fotografias, a apresentação ocorre no saguão da sala BNDES da Cinemateca Brasileira e quem conferir poderá ter uma cronologia do trabalho do diretor.

Onde? Cinemateca Brasileira/Largo Senador Raul Cardoso, Vila Mariana .
Tel: (11) 3512-6111.

Quando? Diariamente, de 03/06 a 27/06.

Das 10h às 22h.

Quanto? Na faixa!

sábado, 19 de junho de 2010

..:: Café Expresso::..


O Selvagem Da Motocicleta


Mickey Rourke em cena de "O Selvagem Da Motocicleta" (1983)

Um esplêndido exercício cinematográfico. Podemos falar isso sobre “O Selvagem Da Motocicleta” (Rumble Fish, 1983, EUA) dirigido por Francis Ford Coppola, baseado em um romance de S.E. Hilton. Com roteiro de Coppola e da própria escritora, conta a história de um jovem rebelde sem causa (Matt Dillon), que tem como diversão as brigas de rua e vive à sombra de seu irmão, lendário líder de gangues conhecido como “O Garoto Da Motocicleta” (Mickey Rourke).

Com uma fotografia maravilhosa em preto e branco de Stephen H. Burum, o filme é uma volta ao passado cinematográfico hollywoodiano, com um tema clássico, desde a década de 50: a rebeldia sem causa. O filme mostra um conflito que todo jovem sente entre o mito e a realidade, na medida em que o personagem de Matt Dillon quer ser cada vez mais como irmão, sendo que a verdade é algo totalmente diferente, pois o irmão agora é somente uma sombra do que foi no passado.

Mickey Rourke rouba o filme, com a fala baixa e o olhar para o nada, passa a sensação que estamos vendo o filme da sua forma de observar o mundo (o personagem é daltônico), como uma TV com o som baixo, com apenas duas cores, de maneira quase poética. Dennis Hopper como o pai alcoólatra, também deixa sua marca no filme, que nos remete aos velhos clássicos de Hopper (“Juventude Transviada”, ”Sem Destino”).

Coppola também conta com um elenco de jovens iniciantes, que no futuro deixariam a sua marca, como Nicolas Cage (seu sobrinho), Diane Lane, Chris Penn, Laurence Fishburne (após ter feito “Apocalypse Now” com Coppola), o veterano ator de filmes sobre motociclistas, Willian Smith, e o grande músico Tom Waits.

Outro grande destaque é a trilha sonora marcante de Stewart Copeland (na época, baterista do “The Police”).

“O Selvagem da Motocicleta” é um filme que marcou e ainda vai marcar a vida de muita gente. Um filme que mostra uma jornada sem rumo que muitas vezes, não leva a lugar algum.

..:: Café Expresso ::..

Sidney Lumet:Um Profeta Cinematográfico

Sidney Lumet dirigindo "Um Dia De Cão" (1975)

Sidney Lumet é considerado um dos maiores diretores do cinema em todos os tempos. Lumet fez dois filmes que explicam o poder da mídia sobre o ser humano, principalmente a televisão. Ele já tinha abordado em 1971, em “O Golpe De John Anderson” (The Anderson Tapes), até onde um cidadão é observado, se temos ou não privacidade. Em “Um Dia De Cão" (Dog Day Afternoon ,1975) e “Rede De Intrigas” (Network ,1976) faz duras críticas à comunicação de massa.


Al Pacino é Sonny em "Um Dia De Cão" (1975)

Em “Um Dia De Cão”, dois homens entram em um banco para um roubo, sendo que nenhum dos dois são ladrões. Inseguros, um circo vai se formando em volta do banco, com policiais, imprensa e curiosos. O interessante do filme é como a imprensa transforma tudo aquilo em um show, com uma seqüência chave, em que um entregador de pizza comemora por estar participando do show, ou quando Sonny (interpretado brilhantemente por Al Pacino) sai do banco, faz um discurso e a platéia, formada por curiosos, vibra.

Com o roteiro ganhador do Oscar, escrito por Frank Pierson e muita improvisação por parte do elenco, consegue segurar o espectador até o último minuto do filme. O questionamento do filme é qual o limite da imprensa em julgar o fato, decidir quem é o bandido ou mocinho e transformar a história em um verdadeiro show.

Vivemos uma situação parecida na imprensa brasileira, há alguns anos, com o caso Eloah em Santo André. Até que ponto a imprensa é culpada da morte da garota e de fazer um verdadeiro espetáculo com os bastidores do crime.

Peter Finch como Howard Bale em "Rede de Intrigas" (1976)

Já em “Rede De Intrigas”, Lumet mostra os bastidores de uma rede de TV, onde o âncora Howard Bale (Peter Finch, ganhador do Oscar de Melhor Ator, sendo o primeiro ator a receber um Oscar póstumo) está prestes a ser demitido e avisa que no próximo programa cometerá suicídio. A audiência do programa sobe, os telespectadores ficam atentos ao que ocorrerá e os executivos se aproveitam da situação. O âncora vira um “profeta louco”, seu programa vira um verdadeiro show, sua loucura e sensacionalismo quase uma religião.

O filme mostra também a relação amorosa entre o ex- responsável pelo jornalismo da rede, que não concorda com a exposição de Bale, Max Schumacher (Willian Holden, sempre correto) e sua substituta, a inescrupulosa executiva Diana Christensen (Faye Dunaway, ganhadora do Oscar), que não terá nenhuma ética em aproveitar a loucura de Bale a seu favor.

Com diálogos afinados, escritos por Paddy Chayefesky, homem de televisão e Sidney Lumet realizando uma direção que começa limpa e suave e vai ficando mais intensa e suja conforme a loucura de Bale, "Rede De Intrigas” se mantém atual, mostrando a falta de moral e ética da mídia para obter lucros, o sensacionalismo barato de apresentadores que transformam a sua opinião medíocre e mentirosa em verdade, e questiona os telespectadores que se deixam banalizar pela televisão.

Uma visão profética sobre a comunicação ou a realidade de sempre?
Lumet com esses dois filmes feitos há quase quarenta anos, o tempo em que vivemos, talvez sejam as respostas para este paradigma.