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segunda-feira, 12 de julho de 2010

..:: Prato do dia ::..

Assistir a um concerto de música erudita não é pra muitos. Tem de ser elitizado. Primeiro porque um ingresso no local menos privilegiado da Sala São Paulo custa a bagatela de trinta e seis reais. Se você for dos bons, pode chegar até os cento e vinte e dois reais.


Tem a meia-entrada, é verdade. Mas pra quem é estudante, que, como sabemos, é a menor parcela da sociedade. Talvez por isso a música erudita seja tão mal dissipada. O máximo que conhecemos são as músicas que tocam ao fundo de Tom&Jerry, como Chopin, Strauss e Rossini. Ou então já ouvimos falar de Beethoven, aliás, é a musiquinha do gás!

Pra salvar a gente, desprivilegiados, vai acontecer um encontro entre a Orquestra Sinfônica de Heliópolis e Rappin Hood, no Sesc Itaquera. Quem não é estudante também pode ir! O preço? Gigantescos sete reais.
É, sem dúvida, uma ótima oportunidade de conhecer o trabalho do rapper, que consegue, junto com a sinfônica, encontrar uma vertente curiosa e social da arte.

Onde?

Avenida Fernando do E. S. Alves de Mattos, 100

Itaquera - São Paulo
Tel: 2523-9200


Quando?

18/07 - domingo

Às 15h00



Quanto?
R$ 7,00

sexta-feira, 9 de julho de 2010

                                                                        .:: Guardanapo ::..
             

                Bronco, Anárquico & Gozador




Sujo, sarcástico, anárquico e até mesmo desacreditado. Este é o Angeli apresentado em “Os Broncos Também Amam” (L&PM Editores, 2007), uma compilação de alguns momentos da clássica revista “Chiclete Com Banana”, campeã de vendas na década de 80.

O Brasil vivia um momento de transição, onde o povo dava adeus para a ditadura militar e esperava de braços abertos a “Nova República”.

Em “Os Broncos Também Amam” se destacam o jornalista e voyeur “Edi Campana”, sempre obcecado pelo comportamento feminino, “Coluna do Benevides Paixão” ,uma sátira ao crítico Paulo Francis e aos jornalistas da Folha de SP e também em “Somos Todos Idiotas”, ironizando o comportamento do brasileiro.Já em suas tiras se destacam “As Fantasias Para 86”, “O Melhor Do Rock”, “As Drogas Que Pintam” e “As Gripes Que Atingem O Homem Moderno”. Todas críticas ácidas,com muita ironia do que acontecia no Brasil a partir da democracia e em alguns países e seu neoliberalismo.

Angeli em 85 já previa a nossa realidade, um mundo de conformados, alienados, onde velhas figuras ainda são dominantes no cenário político e cultural, ao conceito de moral pós-moderno e tantas outras coisas comuns em nosso dia-a-dia, mostrando que hoje não é diferente do ontem e amanhã se depender de agora, será a mesma coisa. Um texto leve ,bem humorado,atualíssimo,muito crítico e regado a boas doses de anarquia ,confira o gênio Angeli em "Os Broncos Também Amam” .

quinta-feira, 8 de julho de 2010

..:: Ressaca ::..


Estou com muita vontade de falar sobre alguns casos de comportamento que ando observando. Mas, antes disso, tenho que contar um pouco do começo da história para vocês! Não estranhem. Essa é sim a coluna “Ressaca”, porém, preciso dessa breve introdução para abordar o assunto inteiramente. Portanto, lá vamos nós!



O rock and roll é um dos estilos musicais que mais sofre alterações no mundo. Dentro dele, existem várias vertentes que levam desde um leve e simples blues, aos mais pesados e sombrios heavy metals.


Além de disseminar tipos de sons diferentes a nossos ouvidos, o rock também muda as ideologias de seus milhões de fanáticos.


O rock, que começou do blues, já teve grandes estrelas que influenciaram novas gerações e idéias. Eu, particularmente, gosto de apontar três grandes bandas que marcaram o cenário do rock e abriram espaço para a expansão assustadora de vertentes do estilo.


São elas:


A banda inglesa Deep Purple. Com uma sonoridade pesada e bem técnica, uso de teclados, um guitarrista sem firulas e um vocalista poderoso, a banda abriu caminho para bandas de Hard Rock, com seus riffs de guitarra marcantes. O riff mais conhecido da banda é o clássico Smoke on the Water.

Com uma sonoridade mais sombria e, muitas vezes, desagradável aos ouvidos, temos Black Sabbath. A banda, formada no final da década de 60, abriu as portas ao heavy metal, um estilo mais forte e mais sombrio do rock. Com os vocais sinistros de Ozzy Osbourne e a guitarra criativa e agressiva de Tony Iommi, a banda emplacou vários sucessos no cenário do metal, como a música Black Sabbath, que usa o trítono (combinação de três notas que formam um som considerado satânico na idade média).


Já com uma levada mais psicodélica e característica pelo blues, temos o Led Zeppelin. A banda britânica lançou o cenário do rock ‘n roll no mundo. Com sua guitarra com influências do soul e blues, Jimmy Page apresentou ao mundo o maior solo de todos os tempos, com o apoio dos vocais extravagantes de Robert Plant, na música Stairway to Heaven.

A partir dessas três grandes bandas, o rock mudou completamente, alterando o estilo de se vestir e de pensar de muitas pessoas. No meu próximo post, mostrarei a vocês como essa mudança no rock abalou o comportamento das pessoas de hoje em dia.

Muito obrigado e até a próxima, com a continuação do nosso raciocínio.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

..:: Jukebox ::..

O ab(surdo) não h(ouve)

Para começar a falar dos "herdeiros" do tropicalismo, o primeiro nome será o de um artista impopular. Talvez o mais impopular de todos que por aqui passarão.

Sua música era um jogo de palavras, de sons, de vozes. Inquietante. Assim ganhou o rótulo de incompreensível.

Teve pouquíssimo LPs vendidos, participou de pouquíssimos shows. Foi maldito.

Em setembro de 1972, quando ganhou o VII Festival Internacional da Canção - onde ficou conhecido - seu êxito durou pouco. Foi sumariamente vaiado, e como se não bastasse, no fim, o júri que o elegeu foi demitido e sua música desclassificada.

A música era "Cabeça":

Que é que tem nessa cabeça irmão
que é que tem nessa cabeça, ou não.
Que é que tem nessa cabeça saiba irmão
que é que tem nessa cabeça saiba ou não.
Que é que tem nessa cabeça saiba que ela não pode irmão
que é que tem nessa cabeça saiba que ela pode ou não.
Que é que tem nessa cabeça saiba que ela pode explodir irmão
.

O compositor: Walter Franco.




Durante as vaias da platéia, Walter manteve-se absurdamente calmo. Continuou como quem se abstrai em um transe particular.

A calma de Walter Franco veio depois se tornar também uma de suas marcas. O homem zen, em busca da verdade, do equilíbrio, da harmonia. O artista budista.

Mas nada disso foi o bastante para que ele se popularizasse, seus dois LPs, um de 1972, "Ou não", foi o primeiro e principal choque. A capa do disco é completamente branca, a não ser por uma mosca que aparece no canto. O outro de 1976 "Revolver", Walter Franco, vestido uma roupa branca, atravessa uma rua, como os Beatles em “Abbey Road".

Nenhum dos dois alcançou sucesso. No entanto, era perceptível que um artista diferenciado estava em cena. Era o lado B se consolidando, mesmo sob forte resistência.

Em 1978, lançou "Respire Fundo" ai, a coisa começou a mudar um pouco. Walter Franco já era conhecido, já tinha seu perfil de músico ousado - e maldito - fincado dentro da música popular brasileira. Um pós-tropicalista autêntico.

Passou a fazer algum sucesso desde então.

Em 1980 lançou “Vela Aberta” e em 1982 “Walter Franco”. Por fim, em 2001 “Tutano”.

Foi um artista que durante toda a sua carreira esteve à margem das gravadoras, do grande público e da imprensa. Uma boa explicação para isso só pode ser o fato de que Walter Franco trouxe ao cenário musical brasileiro, um estilo diferente. Uma nova estética da qual as pessoas (ao que tudo indica) não estavam prontas para compreender.

terça-feira, 6 de julho de 2010

..:: Cardápio ::..

Buenas...


Hoje o cardápio irá mostrar a vocês uma das poucas publicações que tem como foco o ABC paulista. Região que, a despeito de sua importância nas lutas das causas sociais e trabalhistas, e na redemocratização do país, sofre o estigma de "sombra da capital" por alguns setores da sociedade que não enxergam com tanto "entusiasmo" os ganhos sociais, políticos e culturais do ABC.

Experiências políticas no ABC paulista: lutas e práticas dos trabalhadores(Antônio de Almeida, Uberlândia. EDUFU - 2008) é um raio x dos processos históricos que culminaram com o perfil social e político que o ABC tem hoje.



Antônio de Almeida, doutor em História Social pela Universidade de São Paulo, resgata
por meio de uma sólida pesquisa em livros, artigos e textos referentes as cidades que
compõe o ABC, o início de uma das mais importantes características que denotam a região: a industrialização.

Porém, o livro não se limita a isso.

Almeida lembra de características sociais, políticas, e até geográficas, que direta ou indiretamente contribuiram para a vinda das indústrias e a consequente transformação da esfera social, outrora tipicamente destinada a agricultura, ainda na primeira década do século XX.

O historiador tem o cuidado de contextualizar a maneira como a industrialização do ABC, ao longo dos anos, contribuiu de maneira decisiva para a construção da identidade do trabalhador fabril e a dinâmica presente nas relações sociais que permeiam o dia-a-dia de seus moradores.

Almeida destaca a grande produção cultural perpetrada pelos artistas e trabalhadores, ao contrário de certos setores da sociedade, onde, no mínimo, possuem uma atitude "apática" em relação ao desenvolvimento intelectual dos sete municípios. Teatro, cinema, artes pláticas e variadas formas de expressão, tem espaço na obra que traz a tona a cultura peculiar, porém rica, que é presente na região.

Um livro que toda pessoa, e aspirante a historiador, que tenha alguma ligação com o ABC deveria conhecer não só pelo vasto material histórico que possui. Ele agrega, acima de tudo, no conhecimento à uma região essencialmente carente, que em favor da industrialização e do acúmulo de riquezas necessários a construção da imagem e do status da "metrópole", não foi capaz de reverter ao trabalhadores, atores principais deste cenário, a importância econômica e política que possui no Brasil.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

..:: Prato do Dia ::..

Não é muito perto, mas é de graça! Não é nada perto, mas interessantíssimo!

A Galeria de Babel, em Pinheiros, apresenta a exposição “O desassossego da cor”, do fotógrafo mundialmente conhecido Steve McCurry.

McCurry já teve até uma capa na National Geographic. A foto é de uma refugiada afegã de 13 anos e foi divulgada na edição de 1985, ou seja, McCurry tem uma bagagem considerável nas costas.

Justamente por essa bagagem, o fotógrafo ministrou, entre 20 e 23 de maio, uma palestra e um curso em São Paulo que faz parte do projeto Grandes Mestres da Fotografia, no Museu da Imagem e do Som.


A exposição vai até o dia 25/07, então, programe-se!

Onde?
Galeria de Babel Rua Virgílio de Carvalho Pinto, 422/426
Pinheiros

Tel: 3825-0507

Quando?

Diariamente, até o dia 25/07 (dom)
Das 10h às 17h

Quanto?
Na faixa!

sábado, 3 de julho de 2010

  ..:: Café Expresso::..

O Scorsese que quase ninguém viu


Jerry Lewis e Robert De Niro ,os astros de "O Rei Da Comédia"



Martin Scorsese já era um cineasta renomado quando fez “O Rei Da Comédia” (The King Of Comedy) em 1983. Feito após dois grandes êxitos, os filmes “Taxi Driver” (idem, 1976) e “Touro Indomável” (Raging Bull, 1980), para muitos Scorsese errou a mão, para outros é um dos seus filmes mais geniais.

“O Rei Da Comédia” conta a história de Rupert Pupkin (Robert De Niro) um comediante de stand-ups que alimenta o desejo de se tornar famoso e se apresentar no talk-show de Jerry Langford (Jerry Lewis, para muitos o maior comediante de todos os tempos). Para isso Rupert não poupara esforços e junto com sua amiga Masha (Sandra Bernhard), fará loucuras pra alcançar a fama.

O filme talvez seja o mais humano e violento do diretor. Não a violência de “Taxi Driver”, mas a violência psicológica, com o apelo muito próximo a nossa realidade, pessoas que fazem de tudo para alcançar a fama.

De Niro nunca esteve tão conectado com o público, afinal vemos milhares de pessoas como Rupert todos os dias em nossas ruas e na mídia, conseguindo passar para o espectador toda a tensão e loucura do personagem. Jerry Lewis interpreta uma sátira a Johnny Carson, o pai dos talk-shows, só que acrescenta um pouco de arrogância e antipatia. Lewis teve alguns problemas com o método de trabalho de Scorsese e chegou a dirigir uma seqüência para o filme e ficou chocado com a preparação de De Niro para algumas cenas.

Com um roteiro brilhante, com diálogos de alto nível de Paul D. Zimmerman, uma fotografia limpa e com tons de cinza de Fred Schuler, uma direção inteligente de Scorsese e ótimas interpretações, “O Rei Da Comédia” é um clássico esquecido, vivendo a sombras de outros filmes de Scorsese. O próprio afirmou que não deveria ter feito o filme, mas realiza aqui um retrato fiel e concreto sobre a obsessão e ambição para alcançar a fama e o sucesso. Se você acha que já viu ou ouviu algo parecido, assista “O Rei Da Comédia”.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

..:: Jukebox ::..

Itu tem fama de tudo ser grande. Se precisar de um orelhão é facinho de encontrar e se precisar de um mega festival de música e arte, também! Localizada a cerca de 70km de São Paulo, a cidade vai receber o Starts With You Music and Arts Festival, que promove um movimento sobre sustentabilidade e meio ambiente.


O evento trará bandas como Pixies, Dave Matthew´s Band, Incubus e Linkin Park, mostras de arte, além de um fórum sobre sustentabilidade, com especialistas, políticos e pensadores. Tudo isso vai acontecer na fazenda Maeda, num espaço de 200.000 metro quadrados. A ideia é que mais de 300.000 pessoas passem por lá durante os dias de evento, que serão 9, 10 e 11 de outubro.

Atente-se! A venda dos ingressos começa no dia 13 de julho, mas ainda não há divulgação sobre valores.
Pra quem é do abc, os pontos de venda serão:

Made in Brazil - Shopping ABC

Av. Pereira Barreto, 42 - Piso 1 - Santo André

Posto Ipiranga Gravatinha
Av. Portugal, 1.756 - Jardim Bela Vista - Santo André

Posto Ipiranga Central Park
Rua Jurubatuba, 1500 - Centro - SBC

Chapelaria Tihany
Rua Pará, 106 - Centro - SCS

Nos próximos posts da Jukebox falarei um pouco de cada uma das bandas principais do Starts With You. Até Lá.

terça-feira, 29 de junho de 2010

..:: Cardápio ::..


No dia 18 deste mês de junho, perdemos um grande nome da língua portuguesa: José Saramago.

Ele sofria de leucemia e morreu aos 87 anos, de múltipla falência nos orgãos em sua casa, Lanzarote, Espanha.

Ateu, fez muitas críticas à igreja. Abordou a história portuguesa, questionou a política e a democracia. Saramago, além de exímio escritor, foi também um incansável militante.

Todas essas características estão explicitadas em sua obra, marco de nossa cultura: o único Nobel da língua portuguesa.

Em 2008, teve seu livro "Ensaio sobre a cegueira" adaptado ao cinema por Fernando Meirelles. Sucesso que pôde acompanhar e emocionar.

Saramago deixa sua contribuição como o maior escritor português contemporâneo, e levará seu nome ao lado de escritores como Camões e Fernando Pessoa.

Sem dúvidas todos sentem sua perda, mas também uma imensa gratidão à sua obra contestadora, e que será eternamente uma amostra de um profundo sentimento à língua portuguesa.
..:: Prato do Dia ::..

O que leva uma banda de rock resistir 30 anos com a mesma formação e com clássicos estampados em todo o Brasil e mundo?



Muito talento e determinação.


Fazendo uma mistura entre as colunas Prato do dia e “Jukebox”, falo hoje sobre um grupo que faz sucesso desde os anos 80 até hoje!


Roupa Nova é o nome dessa banda. Formada por músicos de grandíssimo porte e carregados de hits emplacados nas mais famosas novelas brasileiras, a banda comemora, nessa sexta (2) e sábado (3), seus trinta anos de carreira gravando seus novos CD e DVD.

Os shows ocorrerão no Credicard Hall, na Avenida das Nações Unidas, 17.955, no bairro da Vila Almeida. Os preços dos ingressos variam entre R$30,00 e R$160,00 e podem ser comprados pelo site http://www.ticketsforfun.com.br/.


No setlist da banda não faltarão sucessos como Dona, A ViagemAnjo e o clássico Whisky a Go-Go

Vale a pena conferir e comemorar a terceira década deste incrível grupo!