Pages

quarta-feira, 21 de julho de 2010

..:: Ressaca ::..



Continuando o raciocínio do meu último post, falo sobre os vários estilos e comportamentos que nasceram a partir do rock and roll.


Hoje falarei sobre um grupo em especial. Saindo da banda Deep Purple (lembrando que isso é segundo minha opinião), temos um estilo musical que implica em riffs garbosos, solos animados e letras que envolvem sexo, drogas e rock and roll.


O Hard Rock é um estilo que surgiu na década de 60, quando foi criado um estilo de rock mais pesado do que o convencional. Usando as raízes do blues britânico, com o auxílio de guitarras elétricas distorcidas, o estilo não podia ser chamado de rock and roll por sua pegada forte, mas também não podia ser chamado de Heavy Metal, pelo fato de não ter a sonoridade sombria do estilo.

Muitas bandas saíram desse estilo, como Skid Row, Mr. Big, Extreme, Kiss e Poison(acima).


Além do Hard Rock, também foi criado o Glam Rock, com uma sonoridade semelhante à do Hard, porém, com seus integrantes maquiados e travestidos.

Também houve várias bandas com esse título, como o lunático Ziggy Stardust, personagem de David Bowie e os glams do Twisted Sisters(à esquerda).




No próximo post, falaremos um pouco sobre a difusão do Heavy Metal e suas vertentes.

terça-feira, 20 de julho de 2010

..::Cardápio::..

Hoje é dia de literatura. Vou falar sobre uma poetisa: Florbela Espanca.

Florbela d´Alma da Conceição Lobo Espanca, é a figura feminina mais importante da poesia portuguesa.

Nasceu em 1894, estudou Direito em Lisboa, e tem uma história de vida bastante marcada pelo incomum e inesperado. Assim como sua poesia: Casou-se, separou-se, sofreu um aborto, foi abandonada pela família, e suicidou-se em 8 de dezembro de 1930, dia do seu aniversário.

Toda a sua trajetória poética é uma amostra de sua própria história. Seus versos são como confidências, e demonstram todo o apelo íntimo que há na expressão do feminino.

Com sua sensibilidade exacerbada, impulsos eróticos e o desejo de, com perfeição, expressar esse estado de alma, Florbela, em seus versos, apenas deseja amar e ser amada. Infeliz desejo. Talvez, sua maior tragédia.

Inquieta, viveu a buscar, a incansavelmente procurar. Parece querer da vida mais do ela pode dar.

É uma perturbante realidade, em que ela vivencia com angústia a incapacidade de ver-se plena, assim, faz de seus poemas um universo de significados muito comoventes.

Melancólico, agressivo, apaixonado, triste, ousado, esses são alguns dos adjetivos que melhor descrevem Florbela Espanca. Uma grande mulher da poesia.

sábado, 17 de julho de 2010

..:: Café Expresso::..


        O Maioral Da Tela

         Steve Mcqueen:“o homem que as mulheres querem ter e que os homens querem ser”
                
                       
  Steve McQueen foi uma das maiores bilheterias dos anos 60 nos Estados Unidos e no mundo. Apesar do jeito grosseiro, sua presença de cena era imensa, tanto que ficou conhecido como “o homem que as mulheres querem ter e que os homens querem ser” e também “King Of Cool” (equivalente a “O Rei dos Maiorais”). Apaixonado por grandes máquinas era viciado tanto por motorizadas, quanto máquinas humanas, casou–se três vezes, tendo um casamento polêmico com Ali MacGraw sua co-estrela em “Os Implacáveis” (The Getway, 1972, EUA), com queixas que ele a agredia. Há alguns mitos em relação à McQueen, que Bruce Lee e Chuck Norris teriam ensinando artes marciais para ele, tudo isso lenda. McQueen era muito amigo de Bruce Lee e carregou seu caixão. É lendária a conversa entre os dois, Mcqueen teria dito “-gostaria de lutar como você” e Lee respondido “-eu a bilheteria dos seus filmes”. Ambos se tornaram ícones da cultura pop.

Infelizmente Steve McQueen foi embora muito cedo, um câncer no pulmão o matou aos 50 anos, mais deixou talvez as atuações mais verdadeiras e próximas da realidade já vistas no cinema. Muita coisa para um ex-frentista, que não era bonito, passou por reformatórios, mas tinha mais carisma no seu mindinho do que Robert Pattinson tem em seu corpo inteiro.

No Brasil os filmes mais conhecidos de McQueen são “Sete Homens E Um Destino” (The Magnificent Seven, 1960, EUA), “Papillon” (idem, 1973, EUA) e “Inferno Na Torre” (The Towering Inferno, 1974, EUA), um dos melhores de McQueen é “A Mesa Do Diabo” (The Cincinnati Kid, 1965, EUA), estrelando também Karl Malden (o maior ator coadjuvante do cinema) Ann-Margret, Tuesday Weld e o “rei dos gângsteres” Edward G.Robinson em um de seus últimos filmes.

“A Mesa Do Diabo” é a história de Kid (Steve McQueen) um jogador de pôquer cansado de jogar em mesas de bar e com oponentes fracos, sonha em um grande jogo com o melhor: Lancey Howard (Edward G. Robinson, sempre sinistro). No meio disso se envolve com a mulher do seu sócio Shooter (o brilhante Karl Malden) e se apaixona pela jovem Christian (Tuesday Weld).

Dirigido pelo hoje consagrado Norman Jewison, após o diretor original Sam Peckinpah ser demitido (mais tarde faria com McQueen o clássico Os Implacáveis), com roteiro de um dos maiores da área, Terry Southern ,co-escrito com Ring Lardner Jr, editado por Hal Ashby, futuro diretor de “Ensina-me A Viver” e outros marcos cinematográficos , música do argentino Lalo Schifrin, autor do tema de “Missão: Impossível” e canção original cantada por Ray Charles, “A Mesa Do Diabo” leva o telespectador a ser um observador do jogo, a torcer e vibrar em cada jogada, mostrando também por que McQueen é talvez o maior e mais carismático astro de todos os tempos do cinema.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

..:: Guardanapo ::..

Buenas...


Hoje o assunto é manga. Para quem ainda não sabe, manga é o termo que se dá aos quadrinhos orientais, sobretudo japoneses, assim como o comics são os quadrinhos norte americanos ou, como nós brazucas nos referimos, gibi.

Como falei num post anterior, o manga é antigo... Sua origem vem ainda no final do século XVIII, no Japão.

Porém, o manga se popularizou apenas no século XX, após a segunda guerra mundial, com a maior aproximação do país do sol nascente à cultura ocidental.

Por certo, um dos nomes que contribuiram para isso é o de Hayao Miyazaki.



Hayao Miyazaki, japonês, nascido em Tóquio, produziu algumas obras primas que destacam-se da grande avalanche de mangas e animes que vemos nos dias de hoje.

Para quem acha que "todo manga e anime tem os mesmos personagens com olhos grandes e coloridos" faço um convite para que conheça algumas obras de Miyazaki, como o manga que o projetou, Kaze no tani no Naushika.

No campo das animações, Miyazaki também se destacou. A viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no kamikakushi), faturou em 2001 o Oscar de melhor animação.



Poderia ficar horas falando sobre as obras do artista japonês. Ao invés disso, e pedindo licença para os nossos amigos da coluna Prato do Dia, deem uma olhada vocês mesmos. Todo domingo, do dia 18/07 ao dia 01/08, sempre às 11:00, o CineSesc fará uma mostra sobre algumas animações de Miyazaki. Que tal conhecer, de graça, alguns trabalhos sobre um dos maiores artistas japoneses contemporâneos?

O CineSesc fica em São Paulo, na Rua Augusta, n. 2075. Para assistir as sessões, é necessário retirar o ingresso no local uma hora antes da exibição. Para maiores informações, clique aqui.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Cardápio



Estou de férias em BH, e para homenagear a cidade o nome de hoje é do belo horizontino Fernando Sabino.

Sabino escreveu mais de 30 livros durante toda a sua trajetória, e é um dos nossos grandes cronistas.

Nasceu em 12 de outubro de 1923, dia das crianças, o que talvez ajude a reforçar seu senso de humor e seu olhar sobre as coisas: atencioso como o de um menino. Alías, era assim mesmo que ele se considerava.

Seus trabalhos incluem romances, crônicas, novelas, contos. Mas além de escritor, Fernando Sabino também foi nadador, locutor de rádio, jornalista, professor, crítico literário, etc.

Recebeu vários prêmio e teve livros traduzidos em diferentes idiomas.

O destaque na obra de Fernando Sabino, fica por conta do romance "Encontro Marcado", um livro autobiografico, que conta a história de grupo de rapazes vivendo e descobrindo a si mesmos e a vida. Uma bela história sobre uma juventude na década de 1940 em Belo Horizonte.

Morreu em 11 de outubro de 2004, um dia antes de completar 81 anos.

Seu epitáfio: Aqui jaz Fernando Sabino, nasceu homem, morreu menino

segunda-feira, 12 de julho de 2010

..:: Prato do dia ::..

Assistir a um concerto de música erudita não é pra muitos. Tem de ser elitizado. Primeiro porque um ingresso no local menos privilegiado da Sala São Paulo custa a bagatela de trinta e seis reais. Se você for dos bons, pode chegar até os cento e vinte e dois reais.


Tem a meia-entrada, é verdade. Mas pra quem é estudante, que, como sabemos, é a menor parcela da sociedade. Talvez por isso a música erudita seja tão mal dissipada. O máximo que conhecemos são as músicas que tocam ao fundo de Tom&Jerry, como Chopin, Strauss e Rossini. Ou então já ouvimos falar de Beethoven, aliás, é a musiquinha do gás!

Pra salvar a gente, desprivilegiados, vai acontecer um encontro entre a Orquestra Sinfônica de Heliópolis e Rappin Hood, no Sesc Itaquera. Quem não é estudante também pode ir! O preço? Gigantescos sete reais.
É, sem dúvida, uma ótima oportunidade de conhecer o trabalho do rapper, que consegue, junto com a sinfônica, encontrar uma vertente curiosa e social da arte.

Onde?

Avenida Fernando do E. S. Alves de Mattos, 100

Itaquera - São Paulo
Tel: 2523-9200


Quando?

18/07 - domingo

Às 15h00



Quanto?
R$ 7,00

sexta-feira, 9 de julho de 2010

                                                                        .:: Guardanapo ::..
             

                Bronco, Anárquico & Gozador




Sujo, sarcástico, anárquico e até mesmo desacreditado. Este é o Angeli apresentado em “Os Broncos Também Amam” (L&PM Editores, 2007), uma compilação de alguns momentos da clássica revista “Chiclete Com Banana”, campeã de vendas na década de 80.

O Brasil vivia um momento de transição, onde o povo dava adeus para a ditadura militar e esperava de braços abertos a “Nova República”.

Em “Os Broncos Também Amam” se destacam o jornalista e voyeur “Edi Campana”, sempre obcecado pelo comportamento feminino, “Coluna do Benevides Paixão” ,uma sátira ao crítico Paulo Francis e aos jornalistas da Folha de SP e também em “Somos Todos Idiotas”, ironizando o comportamento do brasileiro.Já em suas tiras se destacam “As Fantasias Para 86”, “O Melhor Do Rock”, “As Drogas Que Pintam” e “As Gripes Que Atingem O Homem Moderno”. Todas críticas ácidas,com muita ironia do que acontecia no Brasil a partir da democracia e em alguns países e seu neoliberalismo.

Angeli em 85 já previa a nossa realidade, um mundo de conformados, alienados, onde velhas figuras ainda são dominantes no cenário político e cultural, ao conceito de moral pós-moderno e tantas outras coisas comuns em nosso dia-a-dia, mostrando que hoje não é diferente do ontem e amanhã se depender de agora, será a mesma coisa. Um texto leve ,bem humorado,atualíssimo,muito crítico e regado a boas doses de anarquia ,confira o gênio Angeli em "Os Broncos Também Amam” .

quinta-feira, 8 de julho de 2010

..:: Ressaca ::..


Estou com muita vontade de falar sobre alguns casos de comportamento que ando observando. Mas, antes disso, tenho que contar um pouco do começo da história para vocês! Não estranhem. Essa é sim a coluna “Ressaca”, porém, preciso dessa breve introdução para abordar o assunto inteiramente. Portanto, lá vamos nós!



O rock and roll é um dos estilos musicais que mais sofre alterações no mundo. Dentro dele, existem várias vertentes que levam desde um leve e simples blues, aos mais pesados e sombrios heavy metals.


Além de disseminar tipos de sons diferentes a nossos ouvidos, o rock também muda as ideologias de seus milhões de fanáticos.


O rock, que começou do blues, já teve grandes estrelas que influenciaram novas gerações e idéias. Eu, particularmente, gosto de apontar três grandes bandas que marcaram o cenário do rock e abriram espaço para a expansão assustadora de vertentes do estilo.


São elas:


A banda inglesa Deep Purple. Com uma sonoridade pesada e bem técnica, uso de teclados, um guitarrista sem firulas e um vocalista poderoso, a banda abriu caminho para bandas de Hard Rock, com seus riffs de guitarra marcantes. O riff mais conhecido da banda é o clássico Smoke on the Water.

Com uma sonoridade mais sombria e, muitas vezes, desagradável aos ouvidos, temos Black Sabbath. A banda, formada no final da década de 60, abriu as portas ao heavy metal, um estilo mais forte e mais sombrio do rock. Com os vocais sinistros de Ozzy Osbourne e a guitarra criativa e agressiva de Tony Iommi, a banda emplacou vários sucessos no cenário do metal, como a música Black Sabbath, que usa o trítono (combinação de três notas que formam um som considerado satânico na idade média).


Já com uma levada mais psicodélica e característica pelo blues, temos o Led Zeppelin. A banda britânica lançou o cenário do rock ‘n roll no mundo. Com sua guitarra com influências do soul e blues, Jimmy Page apresentou ao mundo o maior solo de todos os tempos, com o apoio dos vocais extravagantes de Robert Plant, na música Stairway to Heaven.

A partir dessas três grandes bandas, o rock mudou completamente, alterando o estilo de se vestir e de pensar de muitas pessoas. No meu próximo post, mostrarei a vocês como essa mudança no rock abalou o comportamento das pessoas de hoje em dia.

Muito obrigado e até a próxima, com a continuação do nosso raciocínio.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

..:: Jukebox ::..

O ab(surdo) não h(ouve)

Para começar a falar dos "herdeiros" do tropicalismo, o primeiro nome será o de um artista impopular. Talvez o mais impopular de todos que por aqui passarão.

Sua música era um jogo de palavras, de sons, de vozes. Inquietante. Assim ganhou o rótulo de incompreensível.

Teve pouquíssimo LPs vendidos, participou de pouquíssimos shows. Foi maldito.

Em setembro de 1972, quando ganhou o VII Festival Internacional da Canção - onde ficou conhecido - seu êxito durou pouco. Foi sumariamente vaiado, e como se não bastasse, no fim, o júri que o elegeu foi demitido e sua música desclassificada.

A música era "Cabeça":

Que é que tem nessa cabeça irmão
que é que tem nessa cabeça, ou não.
Que é que tem nessa cabeça saiba irmão
que é que tem nessa cabeça saiba ou não.
Que é que tem nessa cabeça saiba que ela não pode irmão
que é que tem nessa cabeça saiba que ela pode ou não.
Que é que tem nessa cabeça saiba que ela pode explodir irmão
.

O compositor: Walter Franco.




Durante as vaias da platéia, Walter manteve-se absurdamente calmo. Continuou como quem se abstrai em um transe particular.

A calma de Walter Franco veio depois se tornar também uma de suas marcas. O homem zen, em busca da verdade, do equilíbrio, da harmonia. O artista budista.

Mas nada disso foi o bastante para que ele se popularizasse, seus dois LPs, um de 1972, "Ou não", foi o primeiro e principal choque. A capa do disco é completamente branca, a não ser por uma mosca que aparece no canto. O outro de 1976 "Revolver", Walter Franco, vestido uma roupa branca, atravessa uma rua, como os Beatles em “Abbey Road".

Nenhum dos dois alcançou sucesso. No entanto, era perceptível que um artista diferenciado estava em cena. Era o lado B se consolidando, mesmo sob forte resistência.

Em 1978, lançou "Respire Fundo" ai, a coisa começou a mudar um pouco. Walter Franco já era conhecido, já tinha seu perfil de músico ousado - e maldito - fincado dentro da música popular brasileira. Um pós-tropicalista autêntico.

Passou a fazer algum sucesso desde então.

Em 1980 lançou “Vela Aberta” e em 1982 “Walter Franco”. Por fim, em 2001 “Tutano”.

Foi um artista que durante toda a sua carreira esteve à margem das gravadoras, do grande público e da imprensa. Uma boa explicação para isso só pode ser o fato de que Walter Franco trouxe ao cenário musical brasileiro, um estilo diferente. Uma nova estética da qual as pessoas (ao que tudo indica) não estavam prontas para compreender.

terça-feira, 6 de julho de 2010

..:: Cardápio ::..

Buenas...


Hoje o cardápio irá mostrar a vocês uma das poucas publicações que tem como foco o ABC paulista. Região que, a despeito de sua importância nas lutas das causas sociais e trabalhistas, e na redemocratização do país, sofre o estigma de "sombra da capital" por alguns setores da sociedade que não enxergam com tanto "entusiasmo" os ganhos sociais, políticos e culturais do ABC.

Experiências políticas no ABC paulista: lutas e práticas dos trabalhadores(Antônio de Almeida, Uberlândia. EDUFU - 2008) é um raio x dos processos históricos que culminaram com o perfil social e político que o ABC tem hoje.



Antônio de Almeida, doutor em História Social pela Universidade de São Paulo, resgata
por meio de uma sólida pesquisa em livros, artigos e textos referentes as cidades que
compõe o ABC, o início de uma das mais importantes características que denotam a região: a industrialização.

Porém, o livro não se limita a isso.

Almeida lembra de características sociais, políticas, e até geográficas, que direta ou indiretamente contribuiram para a vinda das indústrias e a consequente transformação da esfera social, outrora tipicamente destinada a agricultura, ainda na primeira década do século XX.

O historiador tem o cuidado de contextualizar a maneira como a industrialização do ABC, ao longo dos anos, contribuiu de maneira decisiva para a construção da identidade do trabalhador fabril e a dinâmica presente nas relações sociais que permeiam o dia-a-dia de seus moradores.

Almeida destaca a grande produção cultural perpetrada pelos artistas e trabalhadores, ao contrário de certos setores da sociedade, onde, no mínimo, possuem uma atitude "apática" em relação ao desenvolvimento intelectual dos sete municípios. Teatro, cinema, artes pláticas e variadas formas de expressão, tem espaço na obra que traz a tona a cultura peculiar, porém rica, que é presente na região.

Um livro que toda pessoa, e aspirante a historiador, que tenha alguma ligação com o ABC deveria conhecer não só pelo vasto material histórico que possui. Ele agrega, acima de tudo, no conhecimento à uma região essencialmente carente, que em favor da industrialização e do acúmulo de riquezas necessários a construção da imagem e do status da "metrópole", não foi capaz de reverter ao trabalhadores, atores principais deste cenário, a importância econômica e política que possui no Brasil.