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sábado, 31 de julho de 2010

'¨.¨ Café Expresso ¨.¨



O Clint Eastwood desconhecido


Clint Eastwood hoje é reconhecido como um dos maiores diretores de todos os tempos, nem sempre foi assim. Eastwood era apenas um coadjuvante da série de televisão “Ranwhide”, quando o diretor italiano Sergio Leone, um desconhecido, o convidou para ser a estrela de um faroeste. O filme estourou no mundo todo, Eastwood ganhou fama e Sergio Leone aclamado como gênio, dando inicio para um gênero de grande sucesso o “spaghetti-western”, mas Eastwood virou lenda nos anos 70 como o policial durão “Dirty” Harry, se tornando uma das bilheterias mais rentáveis da década e um ícone do cinema.

Em 1971 dirige seu primeiro filme “Perversa Paixão” (Play Misty For Me, EUA) e em seqüência dirige sete longas, alguns sucessos de público, nunca de crítica, que reclamava que a fotografia de seus filmes eram escuras e faltava sensibilidade.

Alguns críticos afirmam quem em “Bird” (1988, EUA) Clint alcança a perfeição, talvez um ensaio para essa mudança seja "Honkytonk Man” de 1982.

O filme ocorre durante a depressão econômica pós-crise de 1929 em uma fazenda em Oklahoma, quando Red Stovall (Clint Eastwood) um dos filhos do proprietário retorna. Red ,um "honkytonk man(músico de bordel)",está com tuberculose e foi convidado para uma audição no “Grand Ole Opry” (festival e programa de rádio que revelou Elvis Presley, Johnny Cash, etc.). Muito doente e cansado, Red relutante no início, aceita que seu sobrinho Whit (Kyle Eastwood, filho de Clint e nos dias atuais músico de certo sucesso) seja seu motorista e protegido.Para o garoto ali está a chance de amadurecer, para Red a chance de sua vida.

Com roteiro de Clancy Carlile baseado em seu próprio livro, o filme mostra o crescimento como homem do menino e a redenção de outro, tema muito constante em filmes de Clint Eastwood, que conta também com a fotografia do seu habitual parceiro Bruce Surtees.

Talvez junto com “Firefox”, "Honkytonk Man” seja um dos mais desconhecidos de Eastwood e teve uma fraca bilheteria na época. Uma viagem pelo interior dos Estados Unidos,muito pouco conhecida no Brasil, que narra a tentativa de Red em ser alguém e também, um novo rumo para o cinema de Eastwood que eternamente será o maior durão de Hollywood.



sexta-feira, 30 de julho de 2010

..:: Guardanapo ::..

Buenas...


Hoje é sexta-feiraaaaaaa... Chega de canseiraaaa... Nada de tristeza, pega uma cerv... Ops! Desculpem pessoal, é o "espírito" da sexta-feira. Como preciso escrever, vou exorcizá-lo... Por hora...

Bem, dia de quadrinhos aqui no cafe do bira. Como hoje é sexta, e muita gente não tá querendo nem saber de trabalho agora, vou falar sobre um personagem que sabe tirar de letra situações em que, vez ou outra, somos submetidos no "tranquilo" e "pacífico" ambiente profissional. Falarei um pouco sobre o Dilbert.



Criação do norte-americano Scott Adams, Dilbert pode ser considerado um personagem biográfico. Formado em economia, o cartunista dedicou alguns anos de sua carreira no mundo corporativo dos negócios. Época que, por certo, foi um grande laboratório para que ele criasse Dilbert, considerado pela revista Time uma das vinte e cinco figuras mais influentes do EUA, em 1997.

Por que Dilbert é este sucesso? Ora, porque muitos e muitos profissionais, ao redor do mundo, identificam-se com ele. Com seu humor irônico, ácido, e, como não poderia deixar de ser, extremamente inteligente, Dilbert dá "valiosas" dicas de como se relacionar com seus superiores no trabalho, invariavelmente incompetentes, surpreendentemente comuns.

Bom, você que está aí relaxando, se preparando para o final de semana, dê uma olhada nas tiras do Dilbert. Sem dúvida, você dará boas gargalhadas e chegará a conclusão de que nem tudo no seu trabalho pode ser ruim.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

..::Jukebox::..

Dando seguimento a coluna sobre os "herdeiros do tropicalismo" o nome de hoje é o de um artista bastante peculiar:

Jards Macalé.


Macalé levou a bandeira da canção popular um passo a frente na história da música brasileira, libertando-se do estigma de "baiano tropicalista" para Macalé, carioca da gema.

Bem humorado, ou melhor, engraçadíssimo, soube usar essa habilidade, o que sempre deu a ele um algo a mais... Mas não vou me demorar nas descrições, vou direto ao ponto e falar de um dos seus melhores discos: Contrastes, de 1977.

A faixa título é uma releitura da composição original de Ismael Silva, tão satírica quanto àquele que a regravou:

Existe muita tristeza na rua da alegria
Existe muita discórida na rua da harmonia
Analisando essa história,
Cada vez mais me embaraço
Quanto mais fujo do circo, mais eu encontro palhaço


O disco contrastes mescla diferentes gêneros: reggae (Negra Melodia), choro (Choro do Arcanjo), valsa (Poema da Rosa), marchinha (Passarinho do Relógio), etc etc etc.

Tem ainda um blues, a faixa "Black and Blue", onde Macalé caricatura com excelência Louis Armstrong, e em "Sim ou Não", com o acompanhamento de Jackson do Pandeiro (!), traz toda a malícia do xote.

A faixa que se destaca é o samba de breque "Conto do Pintor", composição de Moreira da Silva e Miguel Gustavo, nela, Jards Macalé destaca seu senso de humor com interpretações incríveis, e recria o cenário com Sérgio Chapelin, Sérgio Dourado e o "Maioral", para não dizer qualquer nome do governo brasileiro (afinal, o Brasil vivia a ditadura militar...)

Um dos melhores discos já produzidos. Jards Macalé soube dar um toque pessoal e tropical às canções antigas, seus experimentalismos trouxeram a tona todo o desconcerto que a nova música brasileira estava descobrindo. Teve papel fundamental na liberdade de criar utilizando recursos sonoros muito variados e originais.

O disco ainda tem a faixa "Cachorro Babucho" composição de Walter Franco.

terça-feira, 27 de julho de 2010

..:: Cardápio ::..

Buenas...


Tudo bem pessoal? O tempo deu uma virada, tá meio frio hoje... Clima ideal para ler um livro, embaixo de alguns cobertores, não acham?

Usando a deixa, vou recomendar um obra bacana, que fala de um período bastante controverso na história recente brasileira. Aproveitando que faço pesquisa sobre o tema, falarei um pouco sobre a ditadura militar. Ou melhor, darei a dica de um livro que fala sobre o papel dos jornalistas e dos censores do regime cívico-militar brasileiro.

Cães de guarda - jornalistas e censores, do AI-5 a Constituição de 1988 (Beatriz Kushnir, São Paulo. Boitempo - 2004) é um trabalho polêmico que coloca novamente à mesa o debate sobre o papel de alguns setores da sociedade civil -sobretudo os jornalistas e os grupos de mídia - no apoio ao "governo militar".



Bom, pra começar, é necessário colocar a expressão "governo militar" entre aspas pois, como Kushnir faz questão de habilmente enfatizar na obra, seria impossível ter um regime nos moldes que existiu, sem o apoio de certos segmentos da sociedade civíl. Dessa maneira, o termo correto aqui seria Ditadura Civíl-Militar.

A autora, Doutora em História Social do Trabalho pela Unicamp, coloca o holofote nos jornalitas que, pretensamente, sempre definiram-se como "agentes da resitência" ao regime civíl militar. Sempre quando o assunto são os anos de arbítrio, muitos jornalistas tendem a ter uma postura de vítimas,respondendo de forma evasiva ao papel da imprensa nos anos de chumbo.

Como faz questão de enfatizar, em vários pontos do livro, Kushnir coloca um freio na generalização, alertando que nem todos os jornalistas contribuíram para o regime. Seja na forma de colaboradores do regime, ou mesmo de jornalistas de carreira que atuaram nas redações dos jornais, Kushnir esclarece que apenas alguns véiculos de imprensa atuaram no suporte ao regime, como é o caso do jornal Folha da Tarde.

Um livro que valhe a pena conhecer, principalmene áqueles que gostam de política. Uma obra interessante que nos ajuda a compreender um tipo de governo que volta e meia se estabelece no Brasil, embora a sociedade brasileira tenha um discurso de que nosso país seja "democrático por natureza". Afirmação puramente retórica, tendo em vista o histórico de regimes autoritários que a república já vivenciou.

Para saber mais, clique aqui.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

.:: Guardanapo ::..




    O homem quase sem medo


A versão de David Mazzuchelli para o Demolidor

O Demolidor talvez seja o personagem mais complexo dos quadrinhos. Criado em 1964 por Stan Lee e Bill Everett, não foi um sucesso imediato como Homem-Aranha, Hulk, Homem de Ferro, mantendo-se assim em segundo plano na Marvel. A revista passava de mãos em mãos, os roteiros eram fracos e o Demolidor que poderia ser o super-herói mais soturno das HQs, vivia histórias ridículas no espaço, inimigos fracos e não se destacava. Isso mudou em 1979 , quando Frank Miller passou a desenhar o titulo e logo em seguida começou a escrever também, trazendo o Demolidor para um ambiente mais urbano, próximo à realidade do leitor, um estilo narrativo diferenciado, misturando a rapidez do mangá, criando personagens secundários fortes como Elektra, pegou um inimigo abobalhado do Homem-Aranha e o transformou em um grande figurão da Máfia e um dos vilões mais amados dos quadrinhos, Wilson Fisk “O Rei Do Crime”.

Após a saída de Miller, o Demolidor se via novamente em um "mato sem cachorro", com sua revista novamente com roteiros fracos, só que o seu jovem desenhista chamou a atenção. Era David Mazzuchelli, um jovem com fortes influências do Impressionismo. Mazzucheli renovou em seus desenhos com experiências gráficas marcantes. Miller foi chamado de volta e pediu que Mazzuchelli continuasse desenhando, dessa parceria se desenvolveu um dos marcos nas HQs de todos os tempos: A Queda De Murdock.

Capa da edição especial de 1986

Intitulada de "Born Again" nos Estados Unidos, em “A Queda De Murdock”, Miller jogou Matt Murdock (alter-ego do Demolidor) na sarjeta, transformado em um homem sem esperança, uma de suas paixões se suicidou, sua empresa de advocacia com o sócio Foggy Nelson faliu, sua namorada Glorianna O’Breen não entende Matt e outra ex-namorada Karen Page, secretária da firma de Murdock e Nelson, que havia deixado a profissão para virar atriz de Hollywood retorna na saga. Frustrada, Karen se torna estrela de filmes pornográficos e junkie, vendendo a identidade secreta do Demolidor para o grande chefão do crime Wilson Fisk, O Rei Do Crime. Começa a saga da queda e ascensão de Matt Murdock.

“A Queda De Murdock” talvez seja a primeira graphic novel a questionar a posição do herói e o tratar da forma mais humana possível, mostrando os mesmos conflitos do público e questionando quanto vale a identidade de um homem.

Publicada no Brasil originalmente pela Abril em SuperAventuras Marvel, também em uma versão encadernada intitulada apenas de “Demolidor” e alguns anos relançada no seu formato original, “A Queda De Murdock” abriu muitas portas para Miller e Mazzuchelli, que se reuniriam de novo e lançariam o clássico Batman: Ano Um pela DC. Vale a pena ler essa que é uma das histórias mais mitológicas dos quadrinhos, um verdadeiro soco no estômago do leitor.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

..:: Jukebox ::..



Ele ainda é um "Animal"





Eric Burdon é um dos maiores “bluesman” branco de todos os tempos, talvez o maior. Dono de uma voz rouca e forte, reza a lenda que na infância morava em um apartamento, e no andar de baixo havia um marinheiro que trazia de suas viagens, discos de Blues e os escutava em alto volume, chamando atenção do menino Eric.

Anos se passaram e Eric Burdon formou uma das bandas mais idolatradas da conhecida invasão britânica de 1964,“The Animals”,com pegada bluseira no início, pop no meio e misturando a batida psicodélica de São Francisco no final.

Após o fim dos Animals, Burdon fez uma parceria muito produtiva com o grupo de funk americano "War", gravando o emblemático “Eric Burdon Declares War”. Burdon, após a temporada com o War, lançou alguns discos, mas sem sucesso, tentou ser ator de cinema e um retorno com os Animals.

O tempo passou e Burdon virou Cult.Nos anos 90 gravou com a banda brasileira Camisa de Vênus , “Don’t Let Me Be Misunderstood”, sucesso do seus tempos de Animals e arranjou um novo parceiro para composições, Marcelo Nova. Os resultados desta união são encontrados no álbum “My Secret Life” lançado por Eric em 2004 .



1. Once Upon A Time (Burdon /Bradley) :"My Secret Life” começa com essa gostosa homenagem a juventude dos anos 60 e seus ídolos, incluindo o próprio Eric.

2. Motorcycle Girl (Burdon/Nova): Eric fez a versão da canção “A Garota Da Motocicleta” de Marcelo Nova, com um arranjo muito mais arrojado e com metais marcantes, talvez seja a versão definitiva para a música.

3. Over The Border (Munyon): Possui uma guitarra marcante, mas não chega a empolgar.

4. The Secret (Chapman /Barnhill): Sensualidade extrema, com bateria e cordas excepcionais, um dos melhores momentos do disco.

5. Factory Girl (Braunagel /Burdon): Lembra os velhos lamentos dos negros que trabalhavam em campos de algodão, com um Eric dramático e uma gaita escocesa ao fundo, penetrando a alma do ouvinte.

6. Highway 62 (Braunagel/Burdon/Schell): Um convite para um passeio inesquecível, um blues moderno e seco, ao estilo Robert Cray.

7. Jazzman (Burdon/Restum): Uma viagem aos velhos salões de jazz, muito fiel ao gênero, mas é fraca comparada ao resto do álbum.

8. Black And White World (Burdon/Nova): Mais uma parceria de Eric e Marcelo Nova, empolgante, quase um “ska”.

9. Heaven (Byrne/Harrison): Cover da banda Talking Heads, lembra as velhas canções de amor de Ray Charles, com um pequeno tom de melancolia.

10. Devil Slide (Burdon/Nova): Blues à la Chicago, com uma slide-guitar marcante, um ticket ao inferno sem direito de volta.

11. Broken Records(Burdon/Nova): Lenta e parada, não consegue seu objetivo de encantar. É a pior do álbum.

12. Can’t Kill The Boogie Man (Burdon): O ponto alto do disco. Blues forte e rápido, com sua base remetendo a “Boom Boom” de John Lee Hooker. Uma singela homenagem de Eric a um de seus mestres.

13. My Secret Life (Cohen): Uma das mais belas canções do Séc. XX, com letra marcante de Leonard Cohen, muito bem estruturada e interpretada por Eric, melhor do que a original. Uma preciosidade que chega até a arrepiar.

"My Secret Life" expõe toda a sensualidade, carisma e o alcance vocal de Burdon, mostrando que ele continua em forma, com a mesma voz que o consagrou na década de 60. Além de conhecermos sua “vida secreta”, vemos que Eric Burdon continua sendo um animal.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

..:: Ressaca ::..



Continuando o raciocínio do meu último post, falo sobre os vários estilos e comportamentos que nasceram a partir do rock and roll.


Hoje falarei sobre um grupo em especial. Saindo da banda Deep Purple (lembrando que isso é segundo minha opinião), temos um estilo musical que implica em riffs garbosos, solos animados e letras que envolvem sexo, drogas e rock and roll.


O Hard Rock é um estilo que surgiu na década de 60, quando foi criado um estilo de rock mais pesado do que o convencional. Usando as raízes do blues britânico, com o auxílio de guitarras elétricas distorcidas, o estilo não podia ser chamado de rock and roll por sua pegada forte, mas também não podia ser chamado de Heavy Metal, pelo fato de não ter a sonoridade sombria do estilo.

Muitas bandas saíram desse estilo, como Skid Row, Mr. Big, Extreme, Kiss e Poison(acima).


Além do Hard Rock, também foi criado o Glam Rock, com uma sonoridade semelhante à do Hard, porém, com seus integrantes maquiados e travestidos.

Também houve várias bandas com esse título, como o lunático Ziggy Stardust, personagem de David Bowie e os glams do Twisted Sisters(à esquerda).




No próximo post, falaremos um pouco sobre a difusão do Heavy Metal e suas vertentes.

terça-feira, 20 de julho de 2010

..::Cardápio::..

Hoje é dia de literatura. Vou falar sobre uma poetisa: Florbela Espanca.

Florbela d´Alma da Conceição Lobo Espanca, é a figura feminina mais importante da poesia portuguesa.

Nasceu em 1894, estudou Direito em Lisboa, e tem uma história de vida bastante marcada pelo incomum e inesperado. Assim como sua poesia: Casou-se, separou-se, sofreu um aborto, foi abandonada pela família, e suicidou-se em 8 de dezembro de 1930, dia do seu aniversário.

Toda a sua trajetória poética é uma amostra de sua própria história. Seus versos são como confidências, e demonstram todo o apelo íntimo que há na expressão do feminino.

Com sua sensibilidade exacerbada, impulsos eróticos e o desejo de, com perfeição, expressar esse estado de alma, Florbela, em seus versos, apenas deseja amar e ser amada. Infeliz desejo. Talvez, sua maior tragédia.

Inquieta, viveu a buscar, a incansavelmente procurar. Parece querer da vida mais do ela pode dar.

É uma perturbante realidade, em que ela vivencia com angústia a incapacidade de ver-se plena, assim, faz de seus poemas um universo de significados muito comoventes.

Melancólico, agressivo, apaixonado, triste, ousado, esses são alguns dos adjetivos que melhor descrevem Florbela Espanca. Uma grande mulher da poesia.

sábado, 17 de julho de 2010

..:: Café Expresso::..


        O Maioral Da Tela

         Steve Mcqueen:“o homem que as mulheres querem ter e que os homens querem ser”
                
                       
  Steve McQueen foi uma das maiores bilheterias dos anos 60 nos Estados Unidos e no mundo. Apesar do jeito grosseiro, sua presença de cena era imensa, tanto que ficou conhecido como “o homem que as mulheres querem ter e que os homens querem ser” e também “King Of Cool” (equivalente a “O Rei dos Maiorais”). Apaixonado por grandes máquinas era viciado tanto por motorizadas, quanto máquinas humanas, casou–se três vezes, tendo um casamento polêmico com Ali MacGraw sua co-estrela em “Os Implacáveis” (The Getway, 1972, EUA), com queixas que ele a agredia. Há alguns mitos em relação à McQueen, que Bruce Lee e Chuck Norris teriam ensinando artes marciais para ele, tudo isso lenda. McQueen era muito amigo de Bruce Lee e carregou seu caixão. É lendária a conversa entre os dois, Mcqueen teria dito “-gostaria de lutar como você” e Lee respondido “-eu a bilheteria dos seus filmes”. Ambos se tornaram ícones da cultura pop.

Infelizmente Steve McQueen foi embora muito cedo, um câncer no pulmão o matou aos 50 anos, mais deixou talvez as atuações mais verdadeiras e próximas da realidade já vistas no cinema. Muita coisa para um ex-frentista, que não era bonito, passou por reformatórios, mas tinha mais carisma no seu mindinho do que Robert Pattinson tem em seu corpo inteiro.

No Brasil os filmes mais conhecidos de McQueen são “Sete Homens E Um Destino” (The Magnificent Seven, 1960, EUA), “Papillon” (idem, 1973, EUA) e “Inferno Na Torre” (The Towering Inferno, 1974, EUA), um dos melhores de McQueen é “A Mesa Do Diabo” (The Cincinnati Kid, 1965, EUA), estrelando também Karl Malden (o maior ator coadjuvante do cinema) Ann-Margret, Tuesday Weld e o “rei dos gângsteres” Edward G.Robinson em um de seus últimos filmes.

“A Mesa Do Diabo” é a história de Kid (Steve McQueen) um jogador de pôquer cansado de jogar em mesas de bar e com oponentes fracos, sonha em um grande jogo com o melhor: Lancey Howard (Edward G. Robinson, sempre sinistro). No meio disso se envolve com a mulher do seu sócio Shooter (o brilhante Karl Malden) e se apaixona pela jovem Christian (Tuesday Weld).

Dirigido pelo hoje consagrado Norman Jewison, após o diretor original Sam Peckinpah ser demitido (mais tarde faria com McQueen o clássico Os Implacáveis), com roteiro de um dos maiores da área, Terry Southern ,co-escrito com Ring Lardner Jr, editado por Hal Ashby, futuro diretor de “Ensina-me A Viver” e outros marcos cinematográficos , música do argentino Lalo Schifrin, autor do tema de “Missão: Impossível” e canção original cantada por Ray Charles, “A Mesa Do Diabo” leva o telespectador a ser um observador do jogo, a torcer e vibrar em cada jogada, mostrando também por que McQueen é talvez o maior e mais carismático astro de todos os tempos do cinema.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

..:: Guardanapo ::..

Buenas...


Hoje o assunto é manga. Para quem ainda não sabe, manga é o termo que se dá aos quadrinhos orientais, sobretudo japoneses, assim como o comics são os quadrinhos norte americanos ou, como nós brazucas nos referimos, gibi.

Como falei num post anterior, o manga é antigo... Sua origem vem ainda no final do século XVIII, no Japão.

Porém, o manga se popularizou apenas no século XX, após a segunda guerra mundial, com a maior aproximação do país do sol nascente à cultura ocidental.

Por certo, um dos nomes que contribuiram para isso é o de Hayao Miyazaki.



Hayao Miyazaki, japonês, nascido em Tóquio, produziu algumas obras primas que destacam-se da grande avalanche de mangas e animes que vemos nos dias de hoje.

Para quem acha que "todo manga e anime tem os mesmos personagens com olhos grandes e coloridos" faço um convite para que conheça algumas obras de Miyazaki, como o manga que o projetou, Kaze no tani no Naushika.

No campo das animações, Miyazaki também se destacou. A viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no kamikakushi), faturou em 2001 o Oscar de melhor animação.



Poderia ficar horas falando sobre as obras do artista japonês. Ao invés disso, e pedindo licença para os nossos amigos da coluna Prato do Dia, deem uma olhada vocês mesmos. Todo domingo, do dia 18/07 ao dia 01/08, sempre às 11:00, o CineSesc fará uma mostra sobre algumas animações de Miyazaki. Que tal conhecer, de graça, alguns trabalhos sobre um dos maiores artistas japoneses contemporâneos?

O CineSesc fica em São Paulo, na Rua Augusta, n. 2075. Para assistir as sessões, é necessário retirar o ingresso no local uma hora antes da exibição. Para maiores informações, clique aqui.